Miami Open. João Sousa bateu-se de igual para igual com Novak Djokovic enquanto pôde

Há duelos que ficam para a história independentemente do resultado e o que este domingo colocou frente a frente João Sousa, número um português, e Novak Djokovic, número um mundial, é um deles. O tenista vimaranense lutou de igual para igual com o sérvio ao longo de toda a primeira partida e vendeu cara a derrota na terceira ronda do ATP Masters 1000 de Miami. Caiu de pé.

A medir forças com o melhor tenista do Mundo na atualidade pela terceira vez, João Sousa procurava conseguir uma vitória histórica e consequente apuramento para a quarta eliminatória de um torneio da categoria pela primeira vez na carreira e o nível que apresentou no primeiro parcial quase foi suficiente para se colocar no bom caminho, mas a diferença esteve nos pequenos detalhes e tendeu para o lado do sérvio de 28 anos, que conseguiu sair por cima com 6-4 6-2.

“Taco a taco” ao longo dos dez primeiros jogos do embate deste domingo de Páscoa, Sousa chegou a servir para chegar a uma vantagem de 5-4 e dispôs de vários pontos de jogo, já depois de ter levado o líder do ranking “ao tapete” num outro ponto e de ter restabelecido a igualdade após ter sofrido a primeira quebra de serviço do encontro, mas não conseguiu fechar o saque e Djokovic engatou a mudança para não mais voltar atrás.

Com o primeiro parcial conquistado, o campeão de 2007, 2011, 2012, 2014 e 2015 — que, por falar em Masters 1000, na passada semana venceu em Indian Wells para igualar Rafael Nadal no topo da lista de recordistas, com 27 títulos — ganhou confiança, elevou ligeiramente o seu nível de jogo e começou à procura de mais pontos de break. À primeira João Sousa ainda sobreviveu, ao salvar três consecutivos para conquistar o importante jogo de serviço inaugural, mas no jogo seguinte Novak Djokovic começou finalmente a distanciar-se até à vitória final.

Amigos fora e dentro do court, os dois cumprimentaram-se com grandes sorrisos ultrapassada a hora e dezoito minutos de encontro que pode ser traiçoeira na definição do duelo — afinal, durante mais de 50 minutos o português bateu-se de igual para igual com aquele que nos últimos anos tem sido o verdadeiro “líder” do ténis. Para a história, fica a boa exibição e a chegada à terceira ronda do ATP Masters 1000 de Miami, igualando assim a sua melhor prestação de sempre (conseguida há dois anos, no mesmo palco).

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