2016 é um ano que Madison Keys dificilmente irá esquecer. E, na verdade, também o ténis norte-americano guardará esta época com um carinho especial. Tudo porque, este sábado, a jogadora natural de Rock Island, Illinois se apurou para a final do Premier de Birmingham e garantiu o fim de um enguiço que se prolongava desde 1999.
A jogar com Carla Suarez Navarro por um lugar na decisão de singulares do importante torneio britânico (um dos mais importantes do setor feminino antes de Wimbledon), Keys sabia que uma vitória a colocava pela primeira vez no top 10 mundial. Se o primeiro set não lhe foi favorável, depois de muito batalhar a norte-americana lá conseguiu a reviravolta — 3-6, 6-3 e 7-6(3) — que lhe permite tornar-se na primeira jogadora do seu país desde Serena Williams, em 1999(!), a estrear-se no grupo das dez primeiras do ranking.
Nos últimos três torneios que disputou, Madison Keys atingiu duas finais (em Birmingham e, antes, em Roma — a maior da sua carreira –, onde derrotou Petra Kvitova e Garbine Muguruza) que a ajudam a passar da 16.ª posição para a 10.ª posição.
A subida de Keys ao top 10 mundial é a quinta de uma tenista norte-americana nos últimos 25 anos. A primeira neste período fora Lindsay Davenport, em 1994, seguida de Chanda Rubin, em 1996, Venus Williams, em 1998, e Serena Williams, um ano mais tarde.