A fase recente não é fácil (atravessa uma série de sete desaires consecutivos), mas Mats Wilander acredita que será apenas uma questão de tempo até que João Sousa coloque um ponto final nesta série negra e regresse aos bons resultados. Em conversa com o jornal Público, a antiga glória do ténis sueco justificou a sua opinião em relação ao número um nacional.
“É muito difícil lidar mentalmente com as derrotas sucessivas, mas fisicamente não. Se tiver um bom treinador, uma boa equipa, bons amigos, família à sua volta, ele vai estar mais forte, bater melhor na bola, porque vai treinar mais. Não se pode comparar os treinos com a competição, pois são as vitórias que dão confiança, mas no treino um jogador bate milhares de vezes na bola no mesmo espaço de tempo em que num encontro se bate umas centenas. Enquanto os outros jogadores competem durante uma hora, ele está a treinar 10 horas”, começou por apontar Wilander.
Sendo assim, e segundo o heptacampeão de torneios do Grand Slam, o clique dar-se-à aquando da obtenção da primeira vitória. “O problema é que tem de ganhar um encontro e depois um segundo. É apenas uma questão de paciência e apoio de fora, nada mais do que isso. Nunca houve nenhum jogador que tenha perdido sete, oito, 10 ou 15 encontros consecutivamente e tenha desistido do ténis. Os fãs portugueses que não se preocupem”, salientou.
Quanto ao US Open, cuja edição deste ano tem início já na próxima segunda-feira, Mats Wilander destaca a unicidade do Major nova-iorquino através de alguns aspetos. “É muito exigente em termos mentais, por se viver em Manhattan durante duas semanas, estar-se a jogar durante um mês e meio em hard courts, é o final da época dos Grand Slams, todos dão o que ainda têm no ‘depósito’, mas talvez seja o mais neutral em termos de piso”, vincou.