De sorriso no rosto, Thomaz Bellucci celebra regresso às vitórias (em dose dupla) no Oeiras Open

Sara Falcão/FPT

OEIRASThomaz Bellucci não competia desde novembro de 2021, não vencia desde junho do mesmo ano e não celebrava dois triunfos consecutivos desde novembro de 2020. Este fim de semana, quebrou os vários enguiços em dois tempos, ao assinar duas vitórias que lhe permitiram carimbar o apuramento para o quadro principal de singulares do Oeiras Open 3, no Jamor. O próximo adversário do ex-número 21 mundial é o português Gonçalo Oliveira.

“Nem esperava jogar o torneio. Não estava inscrito e entrei como alternate porque como venho a Lisboa treinar de vez em quando com o meu treinador. Mas não estava programado jogar, porque há duas semanas nem estava a treinar”, explicou o jogador, que é treinado pelo também brasileiro André Podalka, que vive em Oeiras. “Conseguir jogar e ganhar dois jogos e já estou no lucro, mas dá para ir ainda mais longe. Estou a jogar bem e a sentir-me bem, as condições para mim são boas porque estou habituado a jogar aqui, então estou muito feliz.”

Habituado a outros voos, o brasileiro de 34 anos já não caminha para novo e por isso sabe que tem um intervalo de tempo reduzido para conseguir cumprir o seu grande objetivo, que é voltar à elite do circuito masculino. Mas motivação, para já, não lhe falta: “Depois de sair do top 100 e do top 200 não é fácil encontrar motivação. Vem aquele desânimo, aquela desmotivação, vi o topo muito distante e com as lesões pensei muitas vezes em parar de jogar. Com 34 anos ter de começar tudo do zero não é fácil e hoje em dia o nível é muito equilibrado. Se nestes torneios Challenger não estivermos a jogar bem não vamos ganhar nada, é preciso estar bem física e tecnicamente. E treinar hoje em dia é o mais difícil para mim. Jogar nem tanto, mas treinar, ter de acordar todos os dias cedo e abdicar de várias coisas com 34, 35 anos não é fácil. Estou com 20 anos como profissional, mas ainda estou a achar essa motivação.”

“A curto prazo o grande objetivo é jogar sem dores e sem me lesionar. Como nos últimos anos não tenho conseguido jogar muitos torneios seguidos — jogo dois, três e lesiono-me — não consigo ganhar ritmo de torneio. A sensação de competir e o nervosismo são totalmente diferentes, mas quero voltar a jogar os melhores torneios e tenho que começar nos ITF. Tomara que consiga passar rápido isso”, acrescentou na mesma conversa em que explicou que depois de começar a preparar o ano com o treinador foi “aconselhado pelo médico a parar uns meses”, o que o fez estar entre março e maio sem pisar o court. “Quando estava a voltar tive uma lesão nas costas e por isso só há três semanas é que voltei a treinar forte. Ainda é pouco tempo para estar a jogar o meu melhor, mas estou a evoluir bem.”


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