A primeira participação de Francisco Cabral em Roland-Garros foi história e esteve perto de tornar-se ainda mais dourada, facto que deixou o tenista português de 26 anos hesitante em relação às palavras a utilizar para definir a primeira campanha em torneios do Grand Slam ao lado do brasileiro Rafael Matos, com quem está muito motivado para abordar a época de relva que se segue.
“Acabou por ser uma prestação positiva, claro, mas [saí] com a sensação de que dava para mais… Afinal de contas discutimos o encontro com uma das melhores duplas do mundo, que jogou a final há um ano”, explicou ao Raquetc depois da derrota por 6-7(3), 6-4 e 7-5 perante o croata Ivan Dodig e o norte-americano Austin Krajicek (quartos cabeças de série) após 2h59.
Sobre o duelo propriamente dito, o melhor jogador português de pares da atualidade destacou o facto de ter sido “muito duro, muito longo e com muita emoção”, para além de ter sido “decidido em pequenos detalhes”. Cabral e Matos estiveram por duas vezes a dois pontos da vitória (aos 30-30 e 40-40 no jogo de resposta ao 5-4 no último set), mas “a diferença foi que eles conseguiram ganhar o ‘ponto certo’ na altura certa.”
A campanha em Roland-Garros, onde celebrou duas vitórias e só viu a terceira escapar-lhe ao cabo de três horas, serviu, por isso, de motivação extra para o que aí vem: “Queremos jogar contra este tipo de jogadores e ter este tipo de encontros mais vezes, por isso vamos continuar a dar o nosso melhor em cada treino e em cada encontro. Acreditamos no nosso potencial e vamos trabalhar para explorá-lo ao máximo”, disse, reforçando a ideia das conversas anteriores em Paris.
Depois do Challenger 175 de Bordéus (meias-finais) e do ATP 250 de Lyon (primeira ronda), Roland-Garros foi o terceiro torneio de Francisco Cabral e Rafael Matos como parceiros. Agora, a dupla seguirá para a relva, onde já na próxima semana irá a jogo no ATP 250 de Estugarda.
“Depois o Rafa joga o ATP 500 de Halle com o Jarry, porque juntos nem no qualifying entrávamos, e eu ainda não sei bem o que fazer”, explicou Cabral, acrescentando que as suas opções para essa semana se dividem entre aproveitar para ter alguns dias de descanso ou jogar um Challenger com outro parceiro. “Na semana seguinte voltamos a competir juntos ou no ATP 250 de Maiorca, ou no ATP 250 de Eastbourne e logo a seguir em Wimbledon.”