PARIS — Nuno Borges perdeu por 7-5, 7-6(2) e 7-6(2) com Andrey Rublev e foi eliminado na terceira ronda de Roland-Garros pelo segundo ano consecutivo, deixando a representação portuguesa no Grand Slam de terra batida a cargo de Jaime Faria.
O encontro desta sexta-feira foi o quinto entre o português e o russo, que venceu pela quinta vez (segunda em 2026).
Apesar do equilíbrio constante, Borges não esteve tão bem nos momentos mais importantes e confirmaram-se as dificuldades identificadas pelo próprio na antevisão em lidar com a agressividade de Rublev.
O número 13 mundial aplicou muita pressão no arranque, mas o português anulou os primeiros sete pontos de break e esteve a dois pontos de fechar o set antes de ceder o serviço num momento decisivo. Nos parciais seguintes (que só começou depois de Rublev ser assistido à anca esquerda no balneário) foi apenas no tie-break que o russo se superiorizou, mas no segundo Borges liderou por duas vezes com um break antes de deixar escapar a vantagem.
Com mais ases (12 para seis), mais aproveitamento com o primeiro serviço (75% para 70%) e mais winners (44 contra 28, suficientes para anular 39-31 em erros não forçados), Rublev fez a diferença nos detalhes — venceu 119 pontos, Borges 110 — e qualificou-se pela 18.ª vez para a segunda semana de um torneio do Grand Slam.
Eliminado, Nuno Borges despediu-se de Roland-Garros na terceira ronda pela segunda vez consecutiva. Tal como em 2025, também em 2026 o melhor tenista português da atualidade teve a companhia nesta fase, cabendo a Jaime Faria a possibilidade de prolongar a representação nacional na catedral da terra batida (enfrenta Frances Tiafoe no sábado).