Puerta contra-ataca Davidovich Fokina: “Mandou dizer-me que comprasse o meu bilhete para Miami”

Punto de Break

Alejandro Davidovich Fokina e o (ex)treinador Mariano Puerta estão a ser protagonistas da maior novela de Roland-Garros e esta sexta-feira o argentino voltou a reagir à saída conturbada de Paris, explicando todo o desentendimento com o espanhol após a vitória na primeira ronda.

“É um jogador que, quando está no campo, é muito intenso, muito emotivo e muitas vezes pode ter reações fora do normal. As pessoas que o conhecem sabem que não é fácil lidar com isto quando se repete constantemente e depois de quase 20 semanas a viajar com ele chegou um momento em que precisava de fazer um corte se não queria ficar doente”, explicou Puerta, finalista de Roland-Garros em 2005 (a primeira edição ganha por Rafael Nadal), ao website Punto de Break.

“No quarto ou quinto set da primeira ronda aconteceu algo feio. Tentei animá-lo para que não perdesse o foco, mas ele virou-me para trás e parecia que ia assassinar-me. ‘Não vês que estou cansado? Que não me consigo mexer? Não me digas mais nada.’ Disse-me de uma maneira que ainda sinto. Quando ele estava na bicicleta, eu estava no restaurante com o agente e disse-lhe, de maneira muito clara, que era o meu último dia porque me sentia mal, tenho taquicardia. Não sei se foi pelo sol, pela pressão ou pelo sangue, mas senti-me completamente vazio”, continuou o técnico.

“Fui ao hotel descansar e três horas depois enviei uma mensagem ao Alex. Às 22h30 respondeu-me que falávamos amanhã e fez-me pensar que talvez estivesse disponível a refletir ou a propor-me acabarmos o torneio juntos. Acham que se no dia seguinte, se me pedisse para acabar o torneio, não ficava? O problema é que essa conversa nunca chegou a acontecer. De manhã estava no hotel, tranquilo. Eram 10h30 quando uma pessoa da equipa me ligou e disse ‘o Alex pediu-me para te dizer que te ocupes do teu bilhete de avião, que o compres tu e voltes a Miami. Isto desencadeou tudo, congelei. Duas horas depois, reagi. Bloqueei-o no meu telefone, bloqueei a sua mulher, fiz a mala, o check-out e adeus.”

Há dois dias, Alejandro Davidovich Fokina acusou Mariano Puerta de ir-se embora “sem dizer nada”, ao que o treinador reagiu com uma publicação a beber champanhe.

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