Várias polémicas têm marcado a primeira semana de Roland-Garros e o paraguaio Adolfo Daniel Vallejo juntou-se à festa. Afastado, esta quinta-feira, na segunda eliminatória da prova, o número 71 mundial deixou duras críticas à árbitra do encontro e colocou a causa a prestação da mesma… por ser mulher.
“Este tipo de jogo devia ser arbitrado por um homem. É muito difícil para uma mulher fazê-lo”, afirmou o sul-americano, em declarações à CLAY, após ter desperdiçado uma vantagem de 5-2 no quinto set frente ao jovem francês Moise Kouame (318.º ATP). O encontro foi ajuizado pela brasileira Ana Carvalho, a quem Vallejo acusou de não ter força suficiente para controlar o público.
“Tem que ser arbitrado por um homem. É um público muito exigente e é preciso muita força para ir contra ele. Eu percebo que estavam a torcer pelo compatriota, mas ultrapassaram os limites. É um público intenso e eu estava preparado para isso. Já sabia que ia ser assim e por isso não me causou problemas, mas deu-lhe força a ele”, disse.
Vallejo concluiu ainda: “Acho que ele demorou muito tempo em muitas ocasiões, a deitar-se no chão ou a empatar. Não é normal uma plateia estar a gritar durante um minuto consecutivo sem se jogar. Num encontro onde o aspeto físico tem tanto impacto, um jogador vai obviamente tirar proveito se lhe deres muito tempo. É difícil também para um árbitro gerir esta situação”.
Recorde-se que encontros masculinos têm sido arbitrados por mulheres há mais de duas décadas. Desde 2007, inclusive, que mulheres têm surgido a arbitrar finais de torneios do Grand Slam.