Saltou para a ribalta ao eliminar o número um mundial, Jannik Sinner, na segunda ronda. E este sábado, o argentino Juan Manuel Cerúndolo (56.º ATP) voltou a ter de jogar cinco sets para se manter vivo no quadro de singulares de Roland-Garros. O sul-americano foi capaz de descobrir gás num tanque que parece infinito e bateu Martin Landaluce (69.º) por 6-4, 6-7(7), 7-6(4), 6-7(4) e 7-6(8).
O duelo entre os dois tenistas do top 70 mundial atingiu proporções absolutamente épicas. Todos os sets tiveram duração superior a uma hora e embora o cansaço se tenha apoderado de ambos, o nível tenístico manteve-se muito bom até ao último ponto, onde o desgaste físico e mental se apoderou de um Landaluce menos paciente e que disparou a bola diretamente para fora.
Numa demonstração de força mental, Cerúndolo rubricou uma das vitórias mais épicas da carreira, não só porque recuperou de uma desvantagem de 0-3 no quinto set, mas porque saiu vencedor do encontro mais longo da história de Roland-Garros desde 2022, altura em que foi introduzido o match tiebreak: cinco horas e 58 minutos.
Se contabilizarmos a totalidade dos encontros no Grand Slam parisiense, então este torna-se o terceiro encontro mais longo de toda a história. O recorde continua a pertencer a Fabrice Santoro e Arnaud Clement, que estiveram em court por seis horas e 33 minutos na primeira ronda da edição de 2004. Em 2020, Corentin Moutet e Lorenzo Giustino defrontaram-se durante seis horas e cinco minutos.
Este sábado ficou, de resto, marcado pelas longas maratonas nos encontros masculinos. Matteo Berrettini (105.º) manteve-se em prova com uma vitória sobre Francisco Comesaña (102.º) em mais de cinco horas, com parciais de 7-6(3), 5-7, 6-7(4), 6-4 e 7-6(13). Matteo Arnaldi (104.º) também seguiu em prova com uma vitória sobre Raphael Collignon (62.º) em pouco menos da marca das cinco horas (6-4, 6-7(5), 5-7, 6-4 e 7-6(4)).