ESTORIL — Jaime Faria (88.º) quebrou os fantasmas das últimas duas edições e celebrou finalmente no quadro principal para se tornar o oitavo português a fazê-lo na história do Millennium Estoril Open. Naturalmente satisfeito com o resultado de 6-3 e 6-4 sobre Botic van de Zandschulp (55.º), o lisboeta admitiu ainda assim que há muito a melhorar para a próxima ronda.
“O nível não foi muito alto, mas as vezes não é preciso jogar a um nível altíssimo, mas sim ser consistente. Significa muito para mim uma primeira vitória no quadro principal aqui, agora quero descansar e desfrutar. Espero que na quinta-feira possa subir um pouco o nível”, frisou eme declarações à comunicação social.
Mesmo admitindo que a pressão aparece sempre que joga perante o público português, Faria admitiu que o crescimento emocional e maior maturidade o ajudaram a relegar isso para segundo plano: “Aqui significa sempre um pouco mais, mas há que lidar com isso. Espero estar por cá uns 10 ou 15 anos a disputar este torneio, por isso há que relativizar um pouco. Agora sinto-me mais bem preparado para os nervos e para toda a pressão.”
No horizonte tem a oportunidade de vingar a derrota de Tiago Pereira diante do peruano Gonzalo Bueno e o número dois nacional garante que não haverá incógnitas para o encontro marcado para quinta-feira: “Já o conheço desde os juniores, já o defrontei muitas vezes. Ele conhece-me muito bem, eu também o conheço-o também. Agora há que preparar bem o jogo.”