ESTORIL — Henrique Rocha teve a lição bem estudada para se exibir de igual para igual com o mais experiente Pedro Martinez, mas a vitória acabou por fugir nos detalhes e o português voltou a despedir-se da primeira ronda do Millennium Estoril, pela quarta ocasião noutras tantas tentativas.
Numa abordagem agridoce à derrota por 7-5 e 7-5, o maiato começou por agradecer o apoio que tornou o ambiente noturno eletrizante, mas lamentou que a reviravolta lhe tivesse escapado: “Ainda me consegui animar bastante no final com o público, isso foi dos melhores momentos. Senti apoio de toda a gente que estava nas bancadas e estava feliz por estar em campo. No resto do jogo, ele acabou por ter mais oportunidades do que eu, é mais experiente e acabou por saber aproveitar melhor. Ainda me aguentei com muitos breaks points abaixo, acabei por fazer um bom jogo, mas ele mereceu a vitória.”
Rocha tem de adiar uma vez mais o sonho de celebrar no quadro principal do torneio português e a eventualidade trouxe-lhe um ar cabisbaixo na conversa com os jornalistas: “É sempre um torneio muito especial e infelizmente ainda não consegui a minha primeira vitória no quadro principal. Isso deixa-me triste, mas tenho a certeza que vai aparecer. É sempre um torneio diferente e até acabei por me sentir super conectado com o jogo, mas isso não chegou.”
No horizonte, Henrique Rocha corrobora que a posição no ranking às portas do top 100 o coloca entre as janelas dos circuitos máximo e secundário, com epicentro no Novo Mundo: “Vou para a América jogar Montreal, Cincinnati, e eventualmente um Challenger. Depois, o qualifying do US Open. Cada semana pode ser um ponto de viragem e vou continuar a trabalhar à procura disso.”