Jaime Faria com cabeça erguida após despedida com lições para o futuro: “É aprender e saber aceitar a derrota”

Miguel Reis

ESTORIL — Jaime Faria (88.º) despediu-se do Millennium Estoril Open com uma derrota que vai ser difícil de esquecer nos próximos tempos e falhou o acesso àquela que seria a primeira semifinal da carreira a nível ATP. O português sofreu uma reviravolta por 2-6, 7-5 e 6-2 frente a Luciano Darderi (21.º), depois de ter servido para fechar a partida.

Naturalmente desapontado com a oportunidade que deixou escapar, Faria fez uma análise da exibição e reconheceu o mérito de um adversário com mais andamento a este nível: “Acho que ele já estava à espreita do break há algum tempo, mas fui-me aguentando. As condições foram mudando, foi ficando de noite, e tudo ficou mais a jeito do jogo dele. Sabia que precisava de meter muita qualidade no serviço e nas primeiras pancadas, mas ele foi-me conseguindo contrariar. É isto o ténis, ele é top 20 por alguma razão. Estive muito perto e estou feliz com o meu nível.”

Atribuindo novamente o mérito ao adversário pela forma como geriu o momento, Faria vai levar este encontro como uma boa lição para estar mais à altura de futuros desafios idênticos: “É saber aceitar que ele estava a ser melhor do que eu. Eu estava a vencer o segundo set mas já não estava a ser melhor do que ele há algum tempo e a verdade é que houve muita qualidade dele. É apenas aprender e saber aceitar a derrota. A coisa boa do ténis é que há muitas oportunidades, para a semana sigo já para o Canadá e para uma superfície que eu gosto.”

E a avaliação que faz de uma histórica passagem pelo Millennium Estoril Open só pode ser animadora, já que foi este ano a primeira vez que celebrou no quadro principal — não por uma, mas por duas vezes: “O balanço é positivo, gosto destas condições quiçá um bocadinho mais durante o dia. Foi pena não ter jogado noutra hora, mas não é uma desculpa. É saber lidar com isto e adaptar-me da melhor maneira possível. Foi uma muito boa primeira ronda, segunda ronda sólida e a terceira quase perfeita. Foi um bom torneio.”

“É um jogo que vai somar para a minha experiência e aprendizagem. Quero aprender e pensar já nos próximos jogos deste género, é preciso estar muito atento do início ao fim. É muito bonito jogar em casa, mas estou triste por não conseguir dar uma vitória aos portugueses”, rematou o número dois nacional, já com entrada garantida no top 80 mundial.

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