NOVA IORQUE — As dúvidas foram desfeitas com uma exibição convincente e quatro meses e meio depois Carlos Alcaraz voltou a celebrar. Em pleno Arthur Ashe Stadium, o campeão em título festejou no regresso ao US Open e marcou encontro com Jaime Faria, que na véspera fez história para o ténis português.
Ausente desde meio de abril, o tenista espanhol venceu Roman Safiullin por 6-4, 6-4, 6-4 e iniciou o ataque ao terceiro título na cidade onde tudo começou — foi na Big Apple que conquistou o primeiro título em torneios do Grand Slam, em 2022.
Pouco houve na exibição de Alcaraz que indiciasse uma ausência tão longa. Igual a si próprio, o agora número três mundial desenvencilhou-se de um adversário que ameaçava dificuldades e superou-o sem problemas de maior para confirmar um muito aguardado duelo com Jaime Faria desde que foi conhecido o sorteio.
O português já tinha feito a sua parte no domingo, quando resistiu pela primeira vez a uma batalha de cinco sets para somar o primeiro triunfo da carreira no quadro principal do US Open e juntar-se aos compatriotas João Sousa e Nuno Borges no restritíssimo clube do Grand Slam de vitórias.
Jaime Faria será o sexto tenista luso a enfrentá-lo, segundo desde que o espanhol chegou à elite do ténis.
Em 2019, Pedro Sousa venceu um Alcaraz de então apenas 15 anos no qualifying do ATP 500 de Barcelona e meses depois foi Frederico Silva quem levou a melhor num Challenger em L’Aquila. Seguiram-se vitórias do espanhol sobre João Monteiro num ITF em Manacor 2020 e contra Pedro Sousa num Challenger em Barcelona no mesmo ano, seguidas do triunfo frente a Gastão Elias no Oeiras Open 125 de 2021 que venceu para entrar pela primeira vez no top 100. Mais recentemente, o tenista de Múrcia venceu Nuno Borges no ATP 500 de Barcelona em 2023 e no Australian Open de 2025.