Henrique Rocha assegurou a entrada no top 100 mundial pela primeira vez, mas desvalorizou o peso do objetivo e explicou ter metas maiores para a carreira depois de ser eliminado nos quartos de final do Lisboa Belém Open.
“O top 100 é uma meta, mas é uma das várias que posso alcançar ao longo da carreira e acho que hoje não fiz tudo para ser 99, 98, ou 97. É isso que nos alimenta como jogadores. É um objetivo que cumpro, mas a seguir há outro objetivo que quero cumprir. Acima de tudo, sinto-me a jogar a um nível um bocadinho melhor já há alguns tempos, um bocadinho como top 100 ou se calhar melhor e é nisso que quero focar-me”, contou depois de ver confirmada a chegada à elite.
“Já tinha o top 100 estabelecido como objetivo no ano passado e até o partilhei com vocês. Acaba por ser algo que está muito presente no circuito e de que toda a gente fala muito, mais do que do top 90, top 80 ou top 70, ou de uma pessoa que está há 10 anos no top 50 como o João ou o Nuno podem conseguir. E é um bocado mais trabalhar para isso do que ser só top 100. Quero mesmo é atingir mais coisas e continuar a melhorar o meu nível”, acrescentou o jovem de 22 anos.
Com muita serenidade, Rocha acrescentou que “se formos ver quantos argentinos houve no top 100, ou quantos espanhóis, ou quantos franceses, não sei se vocês conseguem dizer. Não se conhece um argentino que foi 90 do mundo, por isso acho que é preciso agir com normalidade, é mais uma meta importante e é importante para mim, é bom reconhecer estas pequenas etapas, mas é mais uma. A vida continua. Isto deixa-me de certa forma feliz, mas há mais coisas na vida que me deixam feliz além do top 100.”