PARIS — Ainda com a esperança de ser repescado para o quadro principal do Masters 1000 de Paris, Nuno Borges conversou ao Raquetc e não deixou passar um dos grandes marcos do ténis português: uma semana que simbolizou a primeira vez de sempre em que três nomes fazem parte do top 100 mundial. A estreia de Henrique Rocha concretiza algo que o maiato avalia como sendo difícil de alcançar num país onde a popularidade do futebol predomina.
“Acho que não podemos normalizar isso, é incrível termos três portugueses no top 100, e também o Francisco [Cabral]. Para o país que somos, para as instalações e cultura que temos, em que é quase tudo futebol, é incrível termos tantos portugueses a competir ao mais alto nível”, expressou o número um nacional.
Tanto ele, como Henrique Rocha e Jaime Faria compõem o trio luso inserido na elite do ténis masculino e Nuno Borges é resoluto ao afirmar que o elevado número de torneios Challenger disputados no país potencializa a transição para o topo. Assim, espera que num horizonte próximo o grupo não seja só de três nomes: “Adorava poder ter mais, isto é fruto do trabalho que a federação tem vindo a fazer. O facto de termos torneios em Portugal também ajuda a essa progressão.”
Pouco depois, também Francisco Cabral corroborou as palavras do compatriota e colega de profissão. O melhor especialista de pares português, que já passou pelo top 20, encara a estreia de Henrique Rocha como um feito a assinalar não só para a sua carreira singular, mas também para o desporto nacional: “É um momento histórico, felizmente estou cá para ver. Dou-me muito bem com os três, fico muito feliz pelo Henrique, é um miúdo que eu conheço desde que ele tem 8 ou 9 anos. Fico muito feliz, temos uma excelente relação também fora do ténis.”