Elias “feliz” com “uma das vitórias mais importantes dos últimos tempos”

Sara Falcão/FPT

LISBOA – Gastão Elias foi o único português a seguir para a segunda ronda do Del Monte Lisboa Belém Open na prova de singulares masculinos e amealhou esta terça-feira a maior vitória em quase cinco anos depois de bater Pedro Cachin, 60.º do ranking ATP e primeiro cabeça de série da prova que decorre no CIF. No final, em conferência de imprensa, o contentamento do tenista de 31 anos era evidente, sobretudo com o nível apresentado e pela aprendizagem com a derrota no Braga Open há uma semana.

“Foi bom poder voltar às vitórias contra um jogador do top100. Foi um excelente encontro, com alguns altos e baixos, o que é normal em quase três horas. Fico muito feliz, de um modo geral competi bastante bem e consegui manter o meu nível médio de jogo alto durante a maior parte do encontro e isso deixa-me ainda mais feliz do que ter ganho”, afirmou.

Quanto ao duelo, que se prolongou por 2h55, Gastão Elias mostrou-se agradado por ter estado à altura da ocasião e nem os três breaks de desvantagem no set decisivo lhe tiraram a sede de vitória. “Senti-me bastante confortável. Apesar de ter sido um encontro muito tenso e equilibrado, senti sempre que estava por cima do jogo. Ele só passava para a frente quando o deixava ou baixava a  intensidade e a prova disso é que conseguia sempre regressar ao encontro depois de levar break e isso mostra que em termos de nível estava perto dele”.

E se em Braga a eliminação não foi fácil de digerir num duelo também bastante longo, a derrota pode ter sido implicações no desfecho do embate de hoje no Estádio CIF. ” A semana passada ajudou-me para o jogo de hoje. Deu-me mais rotatividade, mais horas de encontro. Já há algum tempo que não tinha um encontro duro de terra batida de três horas. A semana passada perdi nos detalhes e hoje senti que era uma continuação. Tinha de gerir melhor as partes finais do set e por isso estava um pouco preocupado nos tie-breaks porque não tenho ganho muitos jogos e esses momentos são sempre melhores para quem está numa melhor fase. Hoje fui mais corajoso, cometi menos erros e aproveitei melhor as oportunidades”, refletiu.

Amealhado o maior triunfo em termos de cotação do opositor desde Fevereiro de 2018, Elias recorda que “nas duas semanas de Oeiras o nível estava muito bom e essas vitórias talvez tenham sido melhores do que a vitória de hoje”. No entanto, “esta não deixa de ser uma das vitórias mais importantes dos últimos tempos, mas há que aproveitar e tentar trazer mais algumas esta semana”.

Agora “o teste é acordar amanhã e ver como estou”, pois a lesão crónica no ombro pode voltar a dar chatices a qualquer instante. E caso supere esse teste há outro pela frente, sensivelmente pela hora de almoço, face ao jovem talento francês Luca Van Assche, campeão de Roland-Garros no escalão júnior em 2021 e já 289 da hierarquia ATP aos 18 anos, que neste torneio já furou a fase de qualificação e bateu Riccardo Bonadio no quadro principal.

Feliz também por ter uma grande conquista num clube que diz ser a segunda casa, mas onde nunca conseguiu resultados no torneio Challenger por conta das inúmeras lesões, Gastão Elias voltou a reforçar a confiança – se é que é preciso ser reforçada – em voltar aos maiores palcos após um triunfo frente a um top60, ranking que já foi o seu outrora. “Quando não houver motivação não vale a pena continuar neste desporto”.

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