Em “casa emprestada”, De Minaur iguala meia-final da Taça Davis entre Austrália e Croácia

Pedro Salado/ Quality Sport Images / Kosmos Tennis

MÁLAGA — As várias semanas que passa todos os anos em Alicante valeram a Alex de Minaur o estatuto de “filho adotivo” em Málaga após o afastamento dos anfitriães e foi esse apoio que empurrou o auatraliano para uma vitória fundamental: a meia-final da Taça Davis entre Austrália e Croácia ficou empatada e será decidida no par, que poderá ser uma reedição da épica final de Wimbledon.

Obrigado a vencer para manter o seu país na luta pelo tão desejado regresso à final (a última presença, que se fez acompanhar pela conquista do troféu, data de 2003), o número 24 mundial impressionou: 6-2 e 6-2 foram os parciais de uma vitória categórica frente a Marin Cilic, que o tinha derrotado há um ano nesta mesma competição, mas na fase de grupos.

Se no primeiro encontro do dia, no qual Borna Coric venceu Thanasi Kokkinakis, a diferença esteve na última parte das jogadas, com o croata a revelar maior eficácia na definição das suas ofensivas, neste duelo não houve equilíbrio: De Minaur foi sempre o melhor jogador, aproveitando um claro “dia não” de Cilic e nunca abrindo porta a possíveis recuperações do ex-vencedor do US Open e finalista de outros dois torneios do Grand Slam (Australian Open e Wimbledon).

A tónica do embate ficou logo definida no primeiro jogo: resolvido em nove minutos a favor de De Minaur, o jogo de serviço de Cilic foi penoso em determinados momentos, com o ex-número três mundial a cometer quatro duplas faltas (!) e a revelar nervosismo em demasia — um contraste total com o punho cerrado do adversário logo ao primeiro ponto, sempre ritmado com o punho em riste do capitão Lleyton Hewitt, a poucos metros de distância.

Demasiado errático para uma ocasião como esta, Cilic traçou o seu próprio destino ao cometer erros surpreendentes (nunca baixou a velocidade da primeira bola, que alternou entre dois extremos — serviços ganhantes acima dos 200km/h e duplas faltas) contra um dos adversários que menos espaços deixa livres.

Enquanto as sapatilhas de Alex de Minaur escorregavam no court de piso rápido instalado no Palacio de Deportes José María Martín Carpena, o público deixava escapar gritos de estupefacção que com o decorrer do encontro se foram transformando em aplausos cada vez mais notórios. Para que não restassem dúvidas: era ele o favorito dos que preencheram na totalidade as bancadas do pavilhão, até porque uma vitória sua garantiria mais um encontro na jornada desta sexta-feira.

E assim foi. Com Austrália e Croácia a dividirem pontos nos singulares, a primeira meia-final da Taça Davis será decidida num encontro de pares que, ao que tudo indica, deverá ser uma reedição do encontro que valeu aos australianos Matthew Ebden e Max Purcell um título inesperado e histórico em Wimbledon frente aos croatas Nikola Mektic e Mate Pavic.

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