PARIS — Nuno Borges foi eliminado por Andrey Rublev na terceira ronda de Roland-Garros e revelou frustração por não ter capitalizado momentos cruciais que podiam ter dado outra cor ao quinto capítulo da rivalidade com o russo num dia em que lutou para escrever mais história em português.
“De uma maneira muito simples, era num ou outro ponto de break ou num ou outro ponto na resposta ter conseguido entrar mais pela esquerda dele e ter definido um bocadinho mais uma ou outra direita que tive mais acessíveis. Pelo menos o segundo set devia ter ganho, tive dois jogos em que fiz o break e um terceiro em que tive mais uma oportunidade e que, pela maneira como foi jogado, soube a pouco. Acho que ele jogou de forma inacreditável nos dois tie-breaks. No primeiro set ele mereceu por completo, mas os outros dois deixaram-me com a sensação de que podia ter feito mais”, explicou aos jornalistas portugueses em Paris.
Indo de encontro ao que já tinha dito na antevisão, Borges reforçou que “o Rublev em participar é um matchup complicado pela maneira como jogo a minha esquerda, que ele consegue explorar muito bem com a direita. Nem é tanto pelo serviço ou pela resposta, porque nessa parte até estou a conseguir equilibrar um bocadinho mais. Consegui estar sempre no encontro, mas ele tem picos em que é melhor do que eu e faz a diferença. Soube usar muito bem isso nos momentos decisivos e eu não consegui ganhar uma vantagem no início dos sets que me deixasse mais à vontade.”