Diede de Groot completou “o sonho que não chegava a ser sonho” e veio a Portugal sagrar-se vice-campeã mundial

Sara Falcão/FPT

Diede de Groot entrou para a história do ténis em cadeira de rodas ao tornar-se na primeira tenista — homem ou mulher — a completar o Golden Slam e esta semana ajudou os Países Baixos a sagrarem-se vice-campeões do BNP Paribas World Team Cup — Campeonato do Mundo de Equipas de Ténis em Cadeira de Rodas. Ausente da final por problemas físicos, a lenda-viva da modalidade (que nasceu com pernas de tamanhos diferentes) falou com o Raquetc sobre o que ainda a motiva depois dos feitos que alcançou e, partilhar ao longo dos últimos 12 meses.

“Estou muito desiludida por não ter conseguido disputar a final, sobretudo porque joguei muito bem durante a semana e consegui boas vitórias. Depois de tudo isto é claro que queres terminar em grande, mas infelizmente lesionei-me durante o dia de ontem e não pude ajudar a minha equipa. Ainda assim, elas estiveram muito bem e lutaram o máximo possível, mas não foi o suficiente para conseguirmos o ouro”, lamentou a número um do mundo, que viu a equipa dos Países Baixos perder a final para o Japão.

No Algarve e em Portugal pela primeira vez, Diede de Groot desfez-se em elogios — tal como Alfie Hewett e Shingo Kunieda — e destacou a “união” como a razão do enorme sucesso dos Países Baixos no ténis em cadeira de rodas: “Somos um grupo muito unido e os novos jogadores têm sempre oportunidade de jogar com os mais novos, que os ajudam a evoluir. Tentamos ser um só e isso voltou a ver-se hoje, com todos os jogadores a apoiarem a nossa equipa.”

Sobre a carreira individual, de Groot abordou o histórico Golden Slam que alcançou em 2021, isto é, venceu o Australian Open, Roland-Garros, Wimbledon, o US Open e ainda os Jogos Paralímpicos de Tóquio: “Foi muito especial. Conquistar o Golden Slam era um sonho que não chegava a ser sonho, porque durante muitos anos Wimbledon não teve torneio de ténis em cadeira de rodas e os Jogos Paralímpicos só se realizam de quatro em quatro anos. Nunca ninguém vai poder tirar-me este feito e vou sempre recordá-lo com muito carinho, porque mudou a minha vida.”

Número um do mundo, campeã mundial individual e por equipas, dos quatro torneios do Grand Slam, do Masters e dos Jogos Paralímpicos, Diede de Groot já não tem nenhum “check” por fazer. Por isso, diz que a motivação que tem é tornar-se “cada vez melhor jogadora”. E com apenas 25 anos tem muito tempo para o fazer.


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