Especial portugueses em Roland-Garros: Rui Machado destaca superação de Nuno Borges em “excelente semana”

RAQUETC EM PARISNuno Borges foi a jogo num torneio do Grand Slam pela primeira vez na carreira e o treinador, Rui Machado, ficou contente com o que viu. Ex-tenista, o atual diretor técnico nacional elogiou o pupilo, falou do que há para melhorar de forma a “voltar e ganhar estes encontros” e também do calendário do maiato, que depois de perder com Karen Khachanov na primeira ronda do quadro principal de Roland-Garros vai fazer uma curta pausa.

“Foi uma excelente semana. Destaco a vontade de vencer do Nuno, que perdendo dois primeiros sets em encontros do qualifying deu a volta. Jogou dois dos três encontros muito cedo e isso fez com que as condições estivessem mais pesadas e o jogo dele não brilhasse tanto, um bocadinho como hoje, mas qualquer adversário que calhasse no quadro principal seria difícil. Calhou-lhe o Khachanov, que já é muito experiente, mas o Nuno acabou por ter as suas oportunidades em praticamente todos os sets, começou por afirmar Rui Machado em declarações ao Raquetc.

“Principalmente no primeiro set, em que teve os seis break points e não conseguiu converter. De certa forma também acusou o facto de ser a primeira vez a jogar um quadro principal e um encontro à melhor de cinco sets, em que não tinha experiência, e toda a envolvência acabou por pesar, mas foi um bom encontro e ele deu luta do início ao fim. A ideia é vir aqui ganhar estes jogos e hoje não foi possível, mas foi uma excelente prestação em Roland-Garros, acrescentou o algarvio de 38 anos.

Sobre o duelo deste domingo com Khachanov, que o vice-campeão olímpico venceu por 6-3, 2-6, 6-4 e 6-4, Rui Machado acrescentou sobre o russo que “a pressão que ele faz ao longo do jogo e o nível que tem fazem-se sentirnos momentos importantes, são o que faz com que o Nuno chegue a esses momentos já com algum desgaste. Mas ele nos pontos importantes joga muito bem e costuma ser competitivo, hoje só faltou aproveitá-los.”

Ambicioso, o jogador-tornado-treinador também afirmou que “as derrotas fazem parte do processo para se ter o máximo de vitórias possível” e falou de “uma aprendizagem difícil de preparar sem se viver isto um, dois, três anos”, apontando a uma próxima participação como a oportunidade de fazer ainda melhor. “

Essa próxima oportunidade pode estar já em Wimbledon, onde dentro de menos de um mês Nuno Borges fará a estreia também no qualifying. E por isso o tenista maiato fará, primeiro do que tudo, uma pausa competitiva. “É preciso fazer uma gestão do calendário. Ele tem feito muitos jogos e conseguido muitas vitórias, mesmo quando perde cedo nos singulares vai até ao fim nos pares e isso causa um desgaste enorme. Inclusive ganhar o Millennium Estoril Open em pares causou-lhe um desgaste emocional enorme que foi ótimo, claro, porque foi sinal de vitórias, mas que existiu. De certa forma aqui, por ser Roland-Garros e um torneio do Grand Slam, ele conseguiu alinhar tudo outra vez e tivemos o melhor Nuno, mas agora é preciso parar duas semanas para descansar e treinar antes de voltar a competir”, explicou Rui Machado.


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